A que gostava de (ser) comida


Os cabelos eram castanhos, lisos e curtos. Os olhos, também castanhos e ligeiramente amendoados, faziam uma bela combinação com os lábios cheios e sensuais. O corpo seguia o mesmo padrão moreno, os seios projetando-se com os mamilos intumescidos, de cor marron clara, em meio à pele mais clara, quase leitosa, da marca do biquíni. Descendo pela pele macia, agora suada e salgada, e pelo umbigo, havia uma buceta depilada com apuro, um retângulo crespo em meio às coxas roliças e às pernas ágeis. As costas fortes, quase musculosas, eram encimadas por uma bunda carnuda e firme.

Era nossa primeira vez e estava saboreando aquele corpo e a voz rouca e, ainda mais, pela boca que produzia longos e torturantes boquetes. Ela fazia um biquinho e o aplicava sobre a ponta do pau. Fechava os olhos e movimentava a cabeça para cima e para baixo, em movimentos curtos, somente na cabecinha. Não adiantava pedir para ir mais abaixo,o que é a verdadeira delícia do sexo oral. Ela queria o pau retesado ao máximo e o restante de mim contorcendo-se. Já havíamos bebido bastante, mas era aquilo, não o álcool, que me fazia ter a sensação de que a sala rodava.

E ainda havia a surpresa, escondida sob uma toalha branca na mesinha de café ao lado da cama. Havia algumas saliências e reentrâncias e eu tentava imaginar o que seria aquilo. Algum fetiche?Aquilo me distraiu um pouco das sensações intensas que emanavam da ponta do pau, mas ela percebeu o truque. Tirou a boca e fez um muxoxo. Andando sobre os joelhos, ficou sobre mim, cobrindo a visão da toalha.

– Agora não. Vem aqui um pouquinho antes, vem.

Remexia os quadris devagar enquanto posicionava o pau com a mão. O pau ia deslizando pelo seu interior úmido enquanto ela jogava a cabeça para trás e para frente. Já bem encaixada, esticou o braço, pegou a garrafa de champanhe e bebeu um gole. Virou a garrafa e um fio gelado da bebida deslizou pelo meu peito. Ela abaixou a cabeça, lambeu, segurou minha cabeça e me beijou. Um pouco do champanhe escorreu pela minha garganta, misturado ao gosto da sua boca, que pressionava a minha de maneira firme, com algumas mordidas de leve. Retribuí e também mordi de leve os lábios dela.

– Essa sua boca é uma trepada completa – eu disse no seu ouvido.

– Fode nela então.

Fez novamente o biquinho enquanto remexia devagar os quadris, os olhos fechados, bem encaixada e molhada. Segurei a cabeça dela e enfiei devagar a língua, tocando a parte interior dos lábios, os dentes dela e a língua. Retirei os lábios dos dela e passeei com a língua por eles, empurrando sua língua, retirando e colocando a minha. Afinal, ela abriu os olhos, estendeu o braço e pegou novamente a garrafa de champanhe, bebeu um longo gole. Encheu a boca novamente e me beijou, fazendo a bebida deslizar.

A garrafa foi colocada ao lado da cama e ela me olhou, rindo.

– Cara, to muito bêbada! To amando esse pau todo aqui dentro.

– Esse era o plano. Te embebedar e fazer você me dar feito doida.

– Você sempre quis me comer, né?

– Sim, todinha.

Ela deu uma risadinha.

– Então tá.

Desgrudou-se, saiu da cama e puxou a toalha branca. Em cima da mesa havia um amontoado de potes coloridos. Levantei e fui examinar. Ela colocou os braços em volta do meu pescoço, ainda sorrindo.

– To bêbada, preciso de alguma coisa doce.

– Primeiro eu. Deita ali.

Ela ajustou os travesseiros e obedeceu. Peguei o chantilly e espalhei em volta dos seios, sem cobrir os mamilos. Fui passando a língua por eles e lambendo os mamilos cor de chocolate, enquanto ela esfregava a buceta contra minha perna e segurava com as mãos a cabeceira de madeira da cama. Com a boca cheia, beijei-a e ela experimentou o chantilly. Passeou os dedos pelos seios e os chupou. Voltei a eles também, mordi e lambi de leve a carne macia e fui retirando o excesso, colocando na ponta da língua para que ela pudesse sugar, ronronando.

Voltei à mesa e peguei o pote de sorvete de passas ao rum. Ela retesou-se quando coloquei a primeira colherada na barriga. Fui depositando mais e mais sorvete ao redor do umbigo e ela meneou o tronco.

– Tá gelado, amor!

– Peraí, falta a cobertura.

Despejei um pouco de cobertura de caramelo. Havia uma pequena espátula de metal na mesa. Apanhei-a e fiquei sobre suas pernas, passando devagar a espátula ao longo da barriga e dos lados do corpo para conter o sorvete que escorria. Ela gemeu e fez uiiiiii e pude ver a pele se arrepiando. O sorvete escorria e era preciso ser ágil com a boca e a língua para evitar que pingasse na cama. Levei a espátula até sua boca e a lambuzei. Nos beijamos de novo, um beijo longo, babado e doce. Pingos de sorvete caíam entre os seios. Ela permanecia imóvel, soerguendo os quadris para que o lago de sorvete não escorresse. Continuei usando a espátula.

– Quero mais, quero mais!

– Quietinha, senão cai tudo.

Enquanto ela gemia e protestava, fui passando a espátula e degustando o sorvete, rindo. Restou somente um pouco de líquido em torno do umbigo e enfiei a língua ali, segurando seus quadris enquanto ela se contorcia, livre da imobilidade. Tentou levantar-se, arfando, mas eu a impedi.

– Nada disso.

– Mas eu quero…

Peguei o pote de mel e coloquei a mão entre suas coxas. Ela entendeu, relaxou e se deitou de novo, as pernas abertas. Fiquei entre elas. Passei a mão devagar pelas coxas, sentindo o cheiro forte de buceta. Era como uma massagem no pau, renovando mais a mais a ereção. Despejei um filete de mel nas coxas e enquanto ia seguindo o líquido com a língua, enfiava os dedos na buceta. Estava inchada e o tesão dela escorria. Ela erguia a buceta, pedindo mais. Enfiei um dedo no cu, só pra testar,e ela deu um gritinho, mas não protestou. Bom saber.

O mel ia cobrindo os pentelhos e entreabri os grandes lábios para que escorresse. Comecei a lamber e morder. Concentrei-me no clitóris, segurando seus quadris com firmeza. Parei e coloquei um pouco mais de mel. Ela tremia, as pernas retesadas e a bunda contraída.

– Pára amor, enfia esse pau! Porra, não agüento, pára, pára!

Ela não agüentou e ergueu o tronco, tentando afastar minha cabeça. Resisti e, com um dos braços, empurrei-a com força. Ela caiu. Fiquei de joelhos, abaixei-me e agarrei sua bunda, levantando-a um pouco e impedindo que se levantasse. Continuei a chupar e a enfiar a língua na buceta com força. O doce do mel contrastava com o sabor acre da buceta. Enfiei os dedões no seu cu. Ela gritou. Senti os tremores da buceta enquanto ela gozava, dando mais um gritinho, e mais um, e mais um. Afinal, relaxou, a respiração acelerada, e a soltei.

O que queria a seguir era deixar aquela buceta melada de porra, mas ela tinha outros planos. Entreabriu os olhos, dengosa, e fez o muxoxo com a boca. Não dava pra resistir.

– Põe chocolate nele!

Decorei o pau com uma porção generosa de cobertura.

– Hum, parece uma bomba de chocolate. Me dá ele aqui.

Ela se recostou nos travesseiros. Fiquei sobre ela, de joelhos, enquanto ela apanhava o pau, preguiçosa. Deixei que ela brincasse e saboreasse o chocolate, mas então ela iniciou de novo o torturante boquete. Era demais. Segurei-a pelos cabelos e comecei a foder na sua boca.

– Puta merda, vou encher essa boca de…

Não consegui continuar. O pau esguichou ainda dentro e ela, engasgada, me empurrou. O pau saiu, ainda escorrendo, e ela o apanhou de novo. O orgasmo pareceu se prolongar numa sensação intensa e quase dolorida enquanto ela dava lambidas e mordidas até se satisfazer. Deitou-se de barriga para baixo. Trôpego, tentei levantar mas acabei caindo de lado, com a cabeça ao lado dos seus pés. Ficamos longo tempo assim, até que ela ergueu a cabeça.

– To toda melada…

Já estava ressonando, mas olhei em sua direção. O corpo moreno estendia-se pela cama, as pernas fortes e a bunda perfeita, generosa, e as costas arqueadas. Com o rosto virado para mim, ela sorria. Esfreguei os olhos e me espreguicei.

– Vamos pro chuveiro então. Dou um banho em você.

2 comentários sobre “A que gostava de (ser) comida

  1. Nossasenhora

    Que delícia.

    Sorvete de passas ao rum e cobertura de caramelo são meus preferidos.

    Texto tesudo.

    Adorei.

    Beijos

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