A que se parecia com a antiga paixão


Era desconcertante. O mesmo formato de rosto, com o queixo bem delineado, o mesmo corpo esguio de seios pequenos e bunda pequena e empinada, até as mãos com dedos meio ossudos. Uma mulher muito parecida com aquela, em outra cidade, muito tempo atrás, já havia me deixado enlouquecido – só que sem nenhum contato físico.

Era a primeira vez que ia àquela boate e ela estava com um grupo de amigas. Larguei o meu grupo e fui atrás dela. Rolou a conversa de boate habitual e nos beijamos. Ambos estávamos bêbados e o beijo tinha o gosto do cigarro dela, mas acabou sendo maravilhoso e especial. Ela beijava bem, os lábios eram firmes e macios. Rimos e dissemos tolices um para o outro – e acabei me descuidando. Fiquei parado, olhando seu rosto como se estivesse perdido nele. Mesmo de porre, ela desconfiou:

– O que foi? Alguma coisa na minha cara?

– Não… Olha, vou contar. Você é igualzinha a uma mulher pela qual eu era apaixonado e que me deu um fora.

O porre pareceu desaparecer e ela se ajeitou, alarmada e, logo a seguir, irritada. Tinha esquecido da regra de ouro: na hora da conquista, minta. As mulheres esperam que minta e, então, qualquer coisa absurda que pareça verdade desperta suspeitas. Ela acendeu um cigarro, pediu licença e foi conversar com as amigas que ainda não estavam com seus pares. Para minha sorte, elas riram e ela ficou mais aliviada. Voltou para perto de mim.

– Você é maluco, sabia? – E ela deu umas pancadinhas carinhosas na minha cabeça.

Tinha de consertar meu erro e, portanto, comecei a inventar. Foram quarenta e cinco minutos de relatos comoventes e inverídicos da minha paixão mal-sucedida enquanto roubava beijos, passava as mãos em seu cabelo e trazia bebidas. Os olhos dela começaram a brilhar e o riso ficou lento, sensual. Fomos dançar e ela colou-se em mim. Passei a mão naquela bunda empinada, bem devagar, e apertei com modos de proprietário. Ela suspirou no meu ouvido e, quando a chamei para ir embora, fez que sim.

Já no carro, trocamos mais um longo beijo, as línguas frenéticas buscando uma à outra. Nos separamos e ficamos nos encarando. Devagar, abri meu zíper e tirei o pau para fora. Ela olhou para ele, depois para mim novamente e passou a língua pelos lábios. Eu a segurei com gentileza pelos cabelos e ela ajeitou a cabeça confortavelmente em meu colo, passando a língua no pau todo, sem pressa. Coloquei a primeira e saímos dali. Dirigia devagar enquanto ela o segurava sem colocá-lo na boca, apenas deslizando a língua e passando os dedos pela cabeça.

Na garagem do motel, desliguei o motor e me recostei. Afinal, ela abocanhou o pau todo e fez um boquete frenético, gemendo. Retirei sua cabeça e pus uma camisinha com sabor, e ela prosseguiu. Eu passava as mãos pelas suas costas e sentia os seios por baixo da blusa. Ela se endireitou e balançou os cabelos com aquele meio sorriso sensual que parecia ser capaz de me fazer gozar por si só.

– Você vai ver, sou muito melhor que ela.

– Deixe ela pra lá. Vem, vamos subir.

Saímos do carro e, num impulso, peguei-a no colo. Entramos e não acendi a luz. Coloquei-a no chão e a encostei na parede, beijando sua boca e passando as mãos pelo seu corpo. Ela me enlaçou. Avancei para sua calça e ela resistiu, desafiante.

– Não, não quero aqui!

– Fica quieta!

Tentou escapar, mas a pressionei contra a parede. Ela arfava, os cabelos despenteados, a blusa meio aberta revelando o sutiã. Abaixei a calça jeans, primeiro com a mão, depois com o pé, e coloquei minha perna entre suas pernas enquanto ela se debatia e tentava se libertar. Segurei suas mãos acima da cabeça. Ela respirava forte.

– Me solta, não quero assim.

– Mas eu quero você agora, desse jeito. Anda, abre as pernas.

Senti sua buceta com a outra mão. Estava quente e molhada e era bem cabeluda, uma delícia para se sentir assim, no escuro. Ela fechou os olhos e gemeu, depois me olhou apavorada para baixo, mas eu ainda estava com a camisinha. Beijei e mordi seu pescoço, mas ainda segurando seus braços. Ela forcejou para sair da posição. Abaixei minha calça com a mão livre. Pincelei o pau na buceta e fui esfregando devagar. Os olhos dela reviraram e ela levantou um pouco a perna esquerda. Possuí sua buceta pela primeira vez sem pressa, enfiando até o fundo. Coloquei a boca no seu ouvido.

– Mas que gostosa… Quero essa buceta todinha pra mim.

– Então come, vai come…

Fui saindo ainda devagar e, depois, meti com força. Ela gemeu alto. Soltei suas mãos e ela me abraçou. Continuei fodendo. Segurei suas pernas e ela as enlaçou na minha cintura enquanto nos beijávamos e mordíamos um ao outro. Afinal, gozou, gemendo alto e quando senti a buceta apertando o pau não consegui segurar. Ela descansou a cabeça no meu ombro. Carreguei-a até a cama e os dois caímos nela, cansados. Tiramos a roupa um do outro, preguiçosamente.

– Sou ou não sou melhor do que ela?

Ia responder que não tinha como saber, mas de que adiantaria? Ela jamais iria acreditar.

– Claro que é. Soube disso assim que te vi.

Ela riu, contente, jogando a cabeça para trás. Pedi mais bebidas e voltei para a cama. Acariciei os seios pequenos e firmes e era como se tivéssemos acabado de nos encontrar. Estávamos no meio da madrugada, mas a noite só estava começando.

Um comentário sobre “A que se parecia com a antiga paixão

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s